Biografia

Uma filha de duas culturas

A fadista Daisy Correia (Amesterdão, 1986) cresceu bilingue, com mãe portuguesa e pai neerlandês. Aos 18 anos apaixonou-se pelo fado — a música mais conhecida de Portugal — à qual dá o seu próprio som.

Talento entre grandes nos Países Baixos e em Portugal

Aos treze anos Daisy já estava no palco. Começou com baladas e mais tarde pop/soft-rock. Muito jovem participou em grandes festivais, destacando-se entre nomes consagrados como Bløf e Trijntje Oosterhuis. Depois de descobrir o fado, brilha nos teatros neerlandeses com os seus programas.

Daisy aparece regularmente na televisão portuguesa, em talk-shows e como cantora. Um ponto alto foi uma atuação ao vivo no Dia dos Avós no Pavilhão Atlântico (hoje Altice Arena) em Lisboa, cantando para doze mil pessoas. Brilhou também na televisão ao lado de outras fadistas como Ana Moura e Mafalda Arnauth em Genebra, Montreux, Luxemburgo, Porto, Lisboa, Paris e Colónia.

Álbuns

2005: It ain’t easy — o primeiro álbum pop de Daisy, com covers e repertório próprio. Ficou em segundo num concurso da SKY Radio com Wednesdaymorning.

2006–2007: EP Monday Blue com novo repertório como base para um CD. Com Monday Blue foi destacada pela Radio 3FM como Serious Talent.

2008: Daisy sente que é hora de deixar o pop-rock e decide que o fado é o seu mundo.

2009: Grava o álbum de estreia de fado em Portugal: Este meu fado. Trabalha com grandes nomes portugueses como Tiago Machado, José Luis Gordo e Mário Rainho.

2013: Fado do Norte. Contou com a colaboração de grandes do fado, entre os quais Mafalda Arnauth e Amélia Muge de Portugal, e nos Países Baixos Fernando Lameirinhas e Stef Bos — com quem gravou um dueto.

2016: Uma casa Portuguesa (homenagem a Amália Rodrigues). Motivada pelos fãs deste programa teatral, Daisy gravou a música ao vivo na presença de muitos admiradores.

Teatro e fado

Fado Blue (2008/2009): Fernando Lameirinhas convidou Daisy para esta digressão, em que ela atuou ao lado da jazzista Deborah J. Carter.

Saudade do Futuro (2009–2010): Fernando convidou-a de novo, desta vez com a cantora cabo-verdiana Dina Medina.

Depois chegou o momento de seguir pelo próprio caminho.

Este meu fado (2010–2011): o seu primeiro álbum e primeiro programa teatral próprio, apresentando o seu fado ao público.

Minha viagem pelo fado (2011–2012): Daisy viajou por várias regiões de Portugal em busca do fado e da música tradicional.

Daisy Correia canta José Afonso (2012–2013): José Afonso (Zeca), o “Bob Dylan” de Portugal, inspirou-a a contar a longa estrada até à liberdade durante 64 anos de ditadura.

Meu abraço (2013–2015): Daisy abraçou outros estilos dentro do fado. O segundo álbum Fado do Norte guiou este programa.

Caminho (2013–2015): Fernando Lameirinhas celebrou cinquenta anos de carreira com um programa em que Daisy atuou ao lado de outros artistas conhecidos.

Uma casa Portuguesa (2015–2017): homenagem a Amália Rodrigues — uma história nunca antes contada nos Países Baixos sobre a vida da rainha do fado.

Balans in mijn fado (2017–2018): Daisy escreveu e compôs mais trabalho próprio; os fados são cantados em português e em neerlandês.

10 Anos de fado (2018–2019): nesta digressão de aniversário Daisy olhou para trás sobre dez anos como fadista. Encerrou no Concertgebouw de Amesterdão, esgotado, com Fernando Lameirinhas, Jan Dulles e Jan Akkerman como convidados.

Pedagoga de canto

2002: Aos dezasseis anos Daisy foi aceite na AVLM (Academia de Música Ligeira, fundada por John de Mol senior), onde aprendeu o que é estar no palco como artista.

2013: Formou-se como pedagoga de canto no conservatório. Tem o seu estúdio de canto “Cantus” em Alkmaar e leciona música no Regius College em Schagen.

Sabática

2019: Daisy é contratada como professora de música numa escola secundária em Schagen três dias por semana e deve seguir durante dois anos, um dia por semana, a formação de professora de música em Haia, além de um dia de estágio. Continua também a dar aulas particulares de canto um dia por semana.

2020: A partir de 1 de janeiro de 2020 Daisy Correia inicia uma sabática das atuações para refletir sobre o seu futuro como cantora.